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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

7 - DLCs nos Games: Conteúdos que Valem a Pena

Há algum tempo atrás eu comentei a respeito de abusos nos DLCs lançados pela indústria. Exemplos de tais abusos podem ser lidos aqui e aqui, mas esse assunto ainda não foi concluído, pois não tinha comentado a respeito de exemplos de bons DLCs que valem a pena serem comprados. Sim, eles também existem.

Conceitos do presente, em jogos do passado.

Na minha opinião, um DLC que valha a pena é um conteúdo que seja grande o suficiente para se jogar, e que tenha um preço acessível para se comprar. Sendo bem curto e grosso:

- Um DLC que não vale a pena comprar: Pacotes com 5 mapas multiplayer por US$ 15.

- Um DLC que vale a pena comprar: Uma nova campanha de um jogo qualquer por US$ 10.

Já dei alguns exemplos de DLCs ridículos nos textos anteriores, então não vou comentar sobre eles nesse artigo.  Vou dar uma maior atenção aos DLCs que ao longo dos anos, comprei e acabei não me sentindo um idiota no fim das contas.

Exemplos de DLCs decentes:

- Campanhas extras de Mafia 2: The Betrayal of Jimmy, Jimmy's Vendetta e Joe's Adventures. Por US$ 10, cada uma dessas campanhas adiciona no mínimo mais 10 horas de jogo, uma história interessante (embora hajam mudanças de jogabilidade na história do Jimmy que tornam o jogo mais "arcade" e menos "cinematográfico"). Contudo, Mafia 2 também pisa na bola com conteúdos extras que adicionam roupas novas e carros novos.

- Campanhas extras de Borderlands: O jogo por si só já é grande, o jogador consegue gastar facilmente umas 50 horas de jogo só na campanha principal - isso se ele gosta do ritmo mais parado de Borderlands. Supondo que o jogador goste e queria algo a mais, pode adquirir as quatro histórias adicionais, a saber: The Zombie Island of Dr. Ned, Mad Moxxi's Underdome Riot, The Secret Armory of General Knoxx e Claptrap's New Robot Revolution. Cada um custa US$ 10 e adicionam umas 10 horas extras de jogo, com inimigos novos e outras coisas.

- Campanhas extras de jogos da Bethesda: Sabem por que os conteúdos extras de jogos da Bethesda (Fallout 3, expansões de Elder Scrolls, etc) valem a pena? Porque você não sente a necessidade de comprá-los para complementar sua experiência, de tão grande que os jogos já são sem nenhum DLC. Com a mesma média de preço dos DLCs já citados acima, muitas horas de jogo estão garantidas - isso se você ainda tiver saco para jogá-los depois de zerar o jogo normal.

- Magicka Vietnam e The Stars Are Left: Magicka é um jogo independente que foi uma revelação com seu estilo interessante de conjuração de feitiços. Assim como Mafia 2, o Magicka também escorrega na banana ao lançar DLCs de roupinhas, como se o jogador gostasse de decorar seu mago igual uma boneca Barbie (alguns até gostam). Mas os dois DLCs citados acima são mais longos, dão a sensação de que você de fato comprou uma expansão do jogo, e pagou um preço razoável por eles.

Concluindo a novela dos DLCs, sob a minha visão

Os DLCs estão sendo mal usados pela maior parte da indústria. O nível de abuso está chegando a tal ponto, que nem a campanha single player de um jogo é completa, você precisa comprar o restante dela, como aconteceu em minha péssima experiência com Dirt 3. Por enquanto só vi esse jogo com um nível de ousadia tão grande, mas poderão aparecer outros.


Afinal, quem é que se interessa em pagar
só pra ver mais detalhes da Chun-li?

O que realmente vale a pena são conteúdos que você paga e se sinta realizado ao jogar. A indústria parece estar começando a achar (gerundismo FTW) que os jogadores ao invés de comprar um videogame, gostariam de comprar bonecos e enfeitá-los com roupas e acessórios. Se compramos um videogame, queremos jogos, não paletós virtuais, ou carros na garagem. Queremos uma prorrogação da história, um capítulo extra, não um pacote de itens.

Queremos achar que a compra valeu a pena, não comprar uma nova cor de roupa para meu lutador e depois ficar me sentindo um idiota. Será que podemos voltar a ter expansões de jogos ao invés de alegorias?

... Mas enquanto existir gente que compra, existirão empresas que vendem.

Nota: Para eu chegar na opinião expressada nesse artigo, eu acabei comprando muitos conteúdos desnecessários em vários dos jogos que possuo, e que no fim das contas não vi valor real algum neles. Todos estão livres para discordarem de minha opinião.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

1 - Estréia Gloriosa

E assim começamos mais um blog na internet, um espaço virtual com zilhões de outros blogs semelhantes e provavelmente bem melhores que esse aqui. Por que decidi criar esse blog? Apenas por gostar de escrever e poder fazer isso de uma forma mais livre do que nos lugares onde eu trabalho.

O que pretendo falar nos posts desse blog? Praticamente tudo que me chamar a atenção, referente ao mundo dos games. A indústria em si e jogos em geral, coisas que me chamam a atenção. Vez ou outra, pode aparecer algum assunto que valha a pena ler e comentar.

A imagem que ilustra esse post reflete minha intenção ao tê-lo criado: Assuntos simples e que trazem boas lembranças aos leitores, especialmente os mais veteranos na área. Não quero dizer que os assuntos publicados aqui serão voltados para pessoas mais velhas, mas pode ser que essas venham a entender com mais facilidade algumas idéias - ou não.

Digo isso porque a indústria de games que conhecemos hoje está bem diferente da indústria na qual eu comecei a jogar, quando criança. E muitas pessoas já nasceram em meio às mudanças dessa indústria, não tendo vivenciado algumas coisas importantes que ficaram para trás.

Dou início a esse blog levantando uma pequena discussão: A indústria dos games mudou para melhor ou para pior, e por que? Sim, esse é um tema bem clichê nos dias de hoje, mas eu tenho que começar de alguma maneira, então me dêem um desconto.

Como sempre, críticas e sugestões serão sempre ouvidas. Trollagens serão sempre ignoradas e deletadas sem piedade.